O Entrevistador foi grosseiro comigo - Até onde tolerar - TTarga

O Entrevistador foi grosseiro comigo. Até onde tolerar?

Aí você se arruma todo, se prepara psicologicamente, sai da sua casa com antecedência para não correr o risco de se atrasar e, quando chega ao lugar da entrevista, dá de cara com um profissional que não te atende no horário e que não faz questão nem de ser educado. O que fazer nessa situação? Como agir em ocasiões como esta sem perder a calma?

Exemplos de comportamentos/problemas que muitos clientes e seguidores relatam com frequência: atrasos, cara feia, ironia, comentários descabidos, como se houvesse dúvidas sobre o que está sendo descrito no CV e tantas outras atitudes que infelizmente são mais comuns do que a gente gostaria.

A primeira coisa que eu tenho para te dizer é: não encare o tratamento recebido como algo pessoal porque não necessariamente é esse o caso. Às vezes a pessoa pode estar num dia ruim, pode ter perdido alguém querido, pode estar sofrendo por outros motivos, estar passando por assédio no trabalho e acaba descontando em você. Eu sei que não é justo, mas a questão é que você não deve tomar como algo contra a sua pessoa.

Isso não significa que você esteja indo mal na entrevista. Procure estar seguro em relação à preparação que foi feita para aquele momento e sobre o profissional gabaritado que você é. O fato de estar se sentindo seguro, vai ajudar em duas coisas: na prática do perdão diário (sim, perdoe essa pessoa, não vale a pena cultivar esse ressentimento) e na própria condução da entrevista, para que ela termine bem como todas as outras.

Ah, mas ele não sorri pra mim…”. Não entre nessa vibe e sorria para ele mesmo assim. Isso é difícil? Sim, é. Mas atitudes como essa mostram o quanto você é capaz de lidar com as adversidades, o que se traduz inclusive na sua linguagem corporal. Não faça a mesma cara (feia) do recrutador e esforce-se para manter o semblante leve e simpático. Sei que será um desafio, mas depois de bastante prática você perceberá que esta atitude simples o deixará mais tranquilo e menos abalado pela carranca de outras pessoas.

O comportamento natural é você sempre espelhar as atitudes do outro, ou seja, repeti-las. Mas é muito melhor praticar o perdão e se mostrar diferente e sendo um exemplo de como realmente agir sem gerar uma discussão ou um clima de mal-estar. Portanto, não devolva a agressividade com agressividade.

Pense no seguinte: você está em recolocação e precisa passar por este recrutador para avançar no processo seletivo. Provavelmente ele não será seu colega de trabalho. E, se for, cabe uma avaliação sobre você querer ou não conviver com alguém assim.

Se tudo der certo, você será admitido. Aí sim cabe considerar a possibilidade de levar ao RH da empresa o seu relato sobre a postura do recrutador a fim de que eles alinhem com esse profissional que comportamento deve ser adotado em relação aos novos candidatos que serão entrevistados no futuro. Isso é agir sabiamente.

Não aconselho ninguém a usar as redes sociais, especialmente o LinkedIn para fazer os populares “desabafos”, contando a experiência, falando mal do recrutador e até marcando-o na postagem. Pense que possivelmente você será o único prejudicado com essa atitude.

O seu relato pode ter curtidas e até mesmo apoio de pessoas que estejam na mesma condição que você, mas já pensou se outros recrutadores acessam o seu perfil, o que é bem comum hoje em dia antes das entrevistas, e visualizam esse desabafo? Você acha mesmo que eles vão querer te contratar? Claro que não. Possivelmente ficarão receosos de serem as próximas vítimas dos seus posts, mesmo que as coisas não tenham sido bem assim.

Como te disse, a chance de você ser prejudicado é enorme. Quer desabafar? Fale com seus parentes, comigo ou com seus amigos. Se realmente foi difícil de engolir e você quer levar o caso adiante, deixe para fazê-lo quando for contratado. Assim você garante que a sua transição de carreira não será prejudicada por uma atitude momentânea. Você tem todo o direito de sentir raiva e desabafar, mas não o faça no momento errado. E seja mais forte (pelo menos no momento da entrevista) que seus sentimentos negativos. Seja você o exemplo de simpatia, boa educação e alto astral. Parafraseando Gandhi: “seja a mudança que você quer ver no mundo”.

Tais Targa – JOB HUNTER

Psicóloga, Coach, Mestre em Educação, Job Hunter, Especialista em Recolocação e Carreira. Reconhecida como uma das 15 brasileiras que mais influenciaram o LinkedIn em 2016 – LinkedIn Top Voices. Vlogueira, viciada em redes sociais e empreendedora. Diretora da empresa TTarga Carreira e Recolocação e colaboradora de conteúdo na RIC TV – Record PR.

Minha missão de vida é fazer com que você conquiste o emprego dos seus sonhos.

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