Entrevista de emprego simulada: o que é e como funciona?

Todo mundo sempre me faz essa pergunta. Quem me acompanha por aqui sabe que eu trabalho com consultoria para profissionais que estão em transição de carreira e buscando recolocação. E a entrevista simulada faz parte do processo de consultoria.

As pessoas ficam curiosas para saber se é uma entrevista fake ou algum tipo de teatro. Não é bem assim que acontece, rs. Eu já dei muito treinamento sobre entrevista de emprego e tenho um audiobook onde eu abordo praticamente tudo sobre o assunto. Mas não basta só a leitura e a informação. É preciso praticar.

A prática é muito diferente da teoria, e apesar de muitas vezes as pessoas saberem o que fazer, seu desempenho nesta fase do processo seletivo deixa a desejar, fazendo com que algumas oportunidades sejam perdidas. Por isso, desde que eu atuo com recolocação (há mais de 8 anos) não abro mão da etapa da entrevista de emprego simulada. Sim, eu ou a minha equipe de Coaches simula uma entrevista real.

No dia marcado os clientes vêm adequadamente vestidos para a entrevista e tudo o que eu farei é ser o recrutador naquela hora, me portando como um, coisa que já fiz inúmeras vezes ao longo desses mais de 20 anos de carreira. Naquele momento eu ajo como se aquela fosse a primeira vez que eu estivesse tendo contato com aquela pessoa.

Todo o processo é filmado. Eu costumo fazer perguntas mais difíceis, e dependendo do caso, elaboro questões com o objetivo de colocar uma certa pressão na pessoa, nada que não pudesse ocorrer em uma entrevista real. O que eu quero com a simulação é ver como o profissional reagirá às perguntas propostas.

Ao final, temos um material para assistir juntos. É ele que servirá de base para o feedback. Nós apontamos, muitas vezes, aquilo que o recrutador não vai te dizer, seja por educação ou ética, seja por falta de tempo mesmo, afinal o objetivo dele é atender ao cliente empresa, conseguindo preencher a vaga.

Como nosso objetivo é outro, pois os clientes são os profissionais em recolocação, costumamos ser realistas, apesar de sabermos o quão difícil é receber um feedback, especialmente em nossa cultura. O brasileiro tem o hábito de minimizar as coisas, o que pode ser negativo em alguns momentos.

Temos também a preocupação de gravar em áudio esse feedback e compartilhá-lo com o cliente. Assim ele não precisa anotar nada e ainda pode ouvir quantas vezes quiser, especialmente nos momentos que antecedem as entrevistas reais.

O resultado disso é que, ao fim do processo, a pessoa sai muito mais consciente dos pontos que precisa melhorar, assim como aqueles em que precisa editar o discurso (aprofundar mais, resumir, mudar o enfoque, etc.). Prezamos sempre pela honestidade e não induzimos a mentira. Em conjunto com o cliente elaboramos estratégias de abordagem e exposição de informações.

Geralmente nós também indicamos algumas possibilidades de resposta para determinadas perguntas, mas nada artificial. Nosso trabalho é o mais íntegro e transparente possível, mas não há como negar que há diferentes formas de dizer a mesma coisa e procuramos sempre aconselhar nossos clientes a oferecer sua melhor versão, sem que, para isso, precisem mentir.

É claro que o trabalho que realizamos acaba sendo para um grupo de profissionais mais específico e selecionado. Isso não significa, porém, que você não possa ter a sua entrevista simulada. Se conhecer algum profissional de RH ou mesmo um Psicólogo experiente, você pode pedir que ele faça uma entrevista com você, apontando os principais pontos a melhorar.

Se realmente não conhecer ninguém, não desanime: eu tenho um roteiro com as 45 principais perguntas que costumam ser feitas em entrevistas de emprego. Você pode pedir a uma pessoa, parente ou amigo, para lhe entrevistar. Preferencialmente, filme e/ou grave o áudio e depois assista/ouça com calma. Tente pensar como o recrutador pensaria e verificar onde você pode ser melhor.

Observe, por exemplo, aspectos que denunciam nervosismo, como a cor da sua pele (mais rosada), a respiração (mais curta e ofegante), entre outras coisas. Fique atento aos tiques e vícios de linguagem. O interessante de gravar é que você se conhece e sabe, só de olhar, se sua postura estava adequada, se havia brilho no olhar, se o tom (alto ou baixo) e a modulação (rápido ou devagar demais) da voz estavam bons, etc.

Isso pode te ajudar muito a evoluir nas próximas entrevistas e ser o gap que precisava ser corrigido para a sua recolocação finalmente acontecer. Se quiser ter acesso aos meu ebook ou audiobook, eles com certeza serão muito úteis!

Taís Targa

Psicóloga, Coach, Mestre em Educação, Job Hunter, Especialista em Recolocação e Carreira. Reconhecida como uma das 15 brasileiras que mais influenciaram o LinkedIn em 2016 – LinkedIn Top Voices. Vlogueira, palestrante, escritora, viciada em redes sociais e empreendedora. Diretora da empresa TTarga Carreira e Recolocação.

Minha missão de vida é fazer com que você conquiste o emprego dos seus sonhos.

Se quiser saber tudo sobre a minha vida e carreira me siga no Instagram.

Você pode se interessar por

Deixe um comentário